Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro

Fonds CDC - Casa de Detenção da Corte

Zone d'identification

Code de référence

BR RJAPERJ CDC

Intitulé

Casa de Detenção da Corte

Date(s)

  • 1861 - 1901 (Production)

Niveau de description

Fonds

Importance matérielle et support

Textual: 3,02 m

Zone du contexte

Nom du producteur

Casa de Detenção da Corte (1861 - 1901)

Histoire administrative

Criada pelo Decreto n° 1.774, de 02/07/1856. Instalada nas dependências da Casa de Correção da Corte do Rio de Janeiro, fazia parte do complexo penitenciário que incluía também o Calabouço e a Casa de Correção.
A Casa de Detenção foi constituída para substituir o Aljube, uma antiga masmorra eclesiástica desativada por não atender mais às necessidades da Justiça. Embora também pudesse abrigar presos condenados, sua principal função era manter detidos aqueles que ainda não tinham sido condenados ou que tivessem cometido pequenos delitos sem pena. Era utilizada primordialmente para detenções de curta duração. O diretor da Casa de Correção passou a acumular o cargo de diretor da Casa de Detenção, sendo auxiliado por um ajudante e um escrevente, ambos nomeados pelo chefe de Polícia.
Ao dar entrada na instituição o preso passava por uma triagem composta por dois critérios: “averiguação do crime” e a “condição do preso”. A expressão “condição do preso”, que à primeira vista remete ao fato de ser homem ou mulher, escravo ou livre, nacional ou estrangeiro, podia também dar margem à separação pela origem social daquele.
Para ser recolhido o preso deveria ser conduzido com ordem emitida pela autoridade responsável por sua prisão. Essa ordem deveria conter os dados do detido, tais como características físicas, o crime cometido, horário da prisão etc. Somente pessoas presas em flagrante delito eram aceitas sem a ordem de prisão, com a condição de explicar os motivos da detenção. Os presos recolhidos à noite seriam encarcerados em lugar separado e classificados no dia seguinte.
Os doentes deveriam ser levados à enfermaria da penitenciária porque não havia tal atendimento na Casa de Detenção. As despesas com o tratamento dos doentes corriam por conta da família, no caso dos que se sustentavam; as despesas com escravos ficavam à cargo dos senhores, ao passo que as dos presos considerados pobres eram de responsabilidade do Estado. As visitas médicas eram realizadas três vezes por semana para os presos na Detenção e uma vez por dia para os que estivessem na enfermaria. Também era função dos médicos a inspeção da comida servida aos presos uma vez por semana, para atestar sua qualidade.
A segurança externa da instituição era realizada por policiais militares e a interna por guardas de livre nomeação do diretor. Entre as incumbências do diretor, estava o envio da relação dos presos ao Chefe de Polícia no início de cada mês. Na década de 1880, pequenas alterações de caráter administrativo foram introduzidas na Casa de Detenção da Corte, como a que determinava a mudança de nome do cargo de Diretor para Administrador, e a que modificava atribuições do médico da instituição, e das regras para as visitas aos presos.
Com o advento da República houve uma grande reorganização no serviço policial do Distrito Federal expressa através do Decreto n° 3.640, de 14/04/1900. O decreto determinou que o ministro da Justiça fosse o superintendente geral da Polícia do Distrito Federal, o que fez com que o administrador e demais empregados da Casa de Detenção da Corte fossem considerados auxiliares das autoridades policiais e a instituição (CDC) transformada numa repartição da Polícia. O chefe de Polícia passou a ser nomeado diretamente pelo presidente da República e o administrador da Casa de Detenção, que no Império era nomeado pelo chefe de Polícia, passou a ser nomeado pelo ministro da Justiça. O Decreto n° 3.641 (14/04/1900) estabelece um novo regulamento para a instituição que passou a ser denominada Casa de Detenção do Distrito Federal.

Institution de conservation

Histoire archivistique

A documentação foi transferida ao APERJ na década de 1990 recebendo tratamento técnico de organização e descrição nos anos subseqüentes. Como resultado, foi publicado, em 2006, o "Inventário Casa de Detenção da Corte (1860 a 1889)".
O arranjo adotado na ocasião seguiu o princípio cronológico, estabelecendo 5 (cinco) séries a partir dos títulos dos códices, a saber: "Livro de Matrícula de Detentos Escravos, Livres e Libertos"; "Livro de Matrícula de Detentos Livres e Libertos"; "Livro de Matrículas de Detentos Escravos"; "Listagem Nominal de Detentos" e "Livro de Matrícula de Detentas e Menores de 21 anos".
Entre 2011 e 2012, por ocasião do desenvolvimento do projeto "Preservação dos Acervos das Casas de Detenção do Rio de Janeiro e de Niterói", com patrocínio do Fundo de Defesa de Direitos Difusos – CFDD / Ministério da Justiça, a documentação foi desinfestada, higienizada, (re)organizada, acondicionada e digitalizada.

Modalités d'entrée

Penitenciária Milton Dias Moreira.

Zone du contenu et de la structure

Présentation du contenu

Códices manuscritos da Casa de Detenção da Corte destinados ao registro de entrada e saída de detentos escravos, detentos libertos (alforriados) e detentos livres.

Évaluation, élimination et calendrier de conservation

Accroissements

Mode de classement

Entre 2011 e 2012, o fundo recebeu uma pequena adaptação no arranjo definido anteriormente. Buscando-se manter coerência com o sistema de arranjo precedente e, ao mesmo tempo, com as características da documentação, optou-se pela criação de 2 (duas) séries: "Matrícula de Detentos" e "Listagem Nominal de Detentos". A série Matrícula de Detentos foi dividida em 04 subséries: "Escravos", "Escravos, Livres e Libertos", "Livres", Livres e Libertos".

Zone des conditions d'accès et d'utilisation

Conditions d’accès

Conditions de reproduction

Langue des documents

Écriture des documents

Notes sur la langue et l'écriture

Caractéristiques matérielle et contraintes techniques

Instruments de recherche

Zone des sources complémentaires

Existence et lieu de conservation des originaux

Existence et lieu de conservation des copies

Unités de description associées

Descriptions reliés

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Identifiant(s) alternatif(s)

Points d'accès

Points d'accès sujets

Points d'accès lieux

Points d'accès Noms

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Identifiant de la description

BR RJAPERJ

Identifiant du service responsable de la description

APERJ - Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro

Règles et/ou conventions utilisées

INTERNATIONAL COUNCIL ON ARCHIVES. ISDIAH: International Standard for Describing Institutions with Archival Holdings. Paris: International Council on Archives, 2008.
CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS (Brasil). CODEARQ: código de entidades custodiadoras de acervos arquivísticos. Disponível em: <www.conarq.arquivonacional.gov.br>. Acesso em: 25 mar. 2011. Brasil. Arquivo Nacional

Niveau d'élaboration

Final

Niveau de détail

Dates de production, de révision, de suppression

Langue(s)

Écriture(s)

Sources

Zone des entrées

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